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Central de Exames Especializados já realizou 7,2 mil análises para detectar doenças autoimunes, como lúpus e esclerose sistêmica
Humberto Leite, da Agência Saúde DF | Edição: Natalia Moura
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou sua capacidade de fornecer diagnósticos sobre doenças autoimunes e hematológicas, como lúpus, esclerose sistêmica, mieloma múltiplo e anemia falciforme. Com equipamentos e técnicas consideradas "padrão ouro" pela medicina moderna, a Central de Exames Especializados, localizada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), já realizou mais de 7,2 mil análises desde o início das atividades, em outubro de 2025.
O resultado é a melhoria no atendimento. "É um grande avanço para a parte assistencial, principalmente por conta do diagnóstico precoce. A principal mudança prática é orientar os tratamentos oferecidos, já que as análises permitem a confirmação precisa do quadro do paciente", explica a gerente de Assistência Clínica do HRT, Déborah Alves.
Análises realizadas na Central de Exames Especializados permitem identificar doenças que antes podiam ficar sem diagnóstico conclusivo. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Essa precisão só é possível por meio de exames de média e alta complexidade, como o painel de autoimunidade, que inclui diversos testes: Pesquisa de Anticorpos Anticélula (FAN), Anti-dsDNA, Anti-SS-A (RO), Anti-SS-B (LA), Anti-RNP, Anti-Sm, Anti-Scl-70 e Anti-Jo-1. Também há análises específicas para o sangue, como o eletroforese de hemoglobina e proteínas. A partir dessas verificações, a central especializada é capaz de identificar doenças que antes podiam ficar com diagnóstico não conclusivo.
Estrutura para todo o DF
Apesar de estar localizada no HRT, a Central de Exames Especializados avalia em até sete dias exames vindos de unidades de todo o DF. Para isso, conta com uma equipe de quatro servidores, sendo um biomédico, um técnico de laboratório e dois farmacêuticos bioquímicos para processar as coletas em equipamentos de última geração, incluindo microscópio automatizado.
O biomédico Kléber Oliveira elogia a tecnologia instalada no HRT: "Recebemos aqui as máquinas mais modernas da atualidade". Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
"Esse serviço precisa ser feito por pessoas qualificadas e recebemos aqui as máquinas mais modernas da atualidade", detalha o biomédico Kléber Oliveira, um dos membros da equipe. "Nossa capacidade atual está acima da demanda", acrescenta. As 7,2 mil análises realizadas até o momento ainda estão longe da capacidade total: só em um plantão de 12 horas é possível realizar até três mil análises. A expectativa é, no futuro, expandir a carteira de exames.
Da redação do Portal de Notícias