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Ação no Hospital de Base de Brasília reforça alerta para conscientização; doenças cardíacas são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil

Ação no Hospital de Base de Brasília reforça a le r t a para conscientização; doenças cardíacas são a principal causa de morte entre as mul...


Ação no Hospital de Base de Brasília reforça alerta para conscientização; doenças cardíacas são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil

Da Redação | Portal da Tribuna FM Brasília

O senso comum frequentemente associa problemas cardíacos aos homens, mas os dados epidemiológicos desenham um cerio diferente e preocupante: no Brasil, as doenças cardiovasculares lideram como a principal causa de morte entre as mulheres. Para ampliar o conhecimento sobre o tema, o Hospital de Base (HB) realizou nesta semana uma ação estratégica voltada à conscientização, promovendo orientações e exames preventivos direcionados a pacientes e colaboradoras.

O desafio do "Inimigo Invisível"
Especialistas do hospital reforçam que a desatenção à saúde cardíaca feminina tem diversas origens. Mulheres, com frequência, priorizam os cuidados com a família ou concentram esforços na prevenção de outras doenças, como câncer de mama e de colo do útero, ignorando aspectos cruciais como controle da pressão arterial, colesterol e saúde metabólica.

Ainda persiste uma barreira cultural que dificulta que as mulheres se reconheçam vulneráveis ao infarto ou ao AVC. Essa falta de percepção contribui para atrasos no diagnóstico e reduz as chances de intervenções precoces e eficazes, aponta a equipe médica envolvida na ação.

Sinais atípicos e desafios no diagnóstico
Outro ponto abordado durante as avaliações foi a diferença com que os sintomas cardíacos se manifestam em homens e mulheres. Enquanto entre os homens o infarto geralmente é marcado por dor intensa no peito que irradia para o braço esquerdo, as mulheres podem vivenciar sintomas menos óbvios, como:
- Náuseas e desconforto gástrico;
- Cansaço extremo sem motivo aparente;
- Dores nas costas ou na mandíbula;
- Dificuldade para respirar.

Por serem menos evidentes, esses sinais podem levar à interpretação errada das pacientes, atrasando o atendimento médico.

O papel de políticas públicas mais inclusivas
Sob a perspectiva do direito à saúde e das políticas blicas, as ações do Hospital de Base evidenciam a importância de campanhas que incluam a saúde cardiovascular feminina em suas pautas. Especialistas destacam que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde é essencial para identificar fatores de risco, como hipertensão e diabetes, antes que progridam para estágios mais graves.

Além disso, há um movimento crescente no campo legislativo em direção a uma abordagem mais abrangente da saúde feminina. A ideia vai além dos cuidados reprodutivos, ampliando o foco para incluir a saúde do coração como elemento essencial para garantir maior longevidade e qualidade de vida.

Prevenção como prioridade
A iniciativa do HB não se limitou apenas à detecção de casos, mas colocou ênfase na promoção da saúde. Combater o estresse, abandonar o tabagismo, praticar exercícios físicos regularmente e adotar uma alimentação equilibrada foram indicados como os pilares principais para prevenir problemas cardiovasculares.

De uma forma mais ampla, o evento reforça a ideia de que a eficiência da saúde pública vai além da disponibilização de recursos hospitalares: é preciso investir em informação qualificada que capacite os cidaos a cuidarem melhor de si mesmos.

Dados rápidos sobre saúde cardíaca feminina:
- As doenças cardiovasculares causam 1 em cada 3 mortes de mulheres no mundo.
- Fatores específicos, como a menopausa e o estresse crônico, podem aumentar significativamente o risco cardiovascular feminino.
- Consultas médicas regulares são fundamentais para identificar e tratar problemas cardíacos ainda de forma preventiva.

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