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Um sistema inovador permite que a Polícia Militar monitore em tempo real o movimento nos restaurantes comunitários, frequentados diariamente por milhares de pessoas. Essa iniciativa, implementada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) através do Programa de Videomonitoramento Urbano (PVU), administrado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), busca aumentar a segurança desses espaços. Com câmeras conectadas diretamente às bases da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o intuito é prevenir crimes e reforçar a proteção dos cidadãos.
Desde setembro do ano passado, quatro câmeras da SSP-DF estão operando nos restaurantes das regiões de Riacho Fundo II, Ceilândia Centro (Dj Jamaika), Recanto das Emas e Samambaia (Rorizão). As imagens capturadas são transmitidas ao vivo para o Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) e para as Centrais de Monitoramento Remoto (CMRs) da PMDF.
A secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, ressaltou que a expectativa é ampliar gradualmente o monitoramento para outras unidades, visando intensificar a segurança. Ela destacou ainda que a secretaria está continuamente buscando estratégias para garantir mais tranquilidade nos restaurantes e demais serviços sociais, considerando o grande fluxo diário nesses locais.
Atualmente, os 18 restaurantes comunitários em operação contam, no total, com 338 câmeras de segurança próprias. Em complemento a isso, foram recentemente instalados novos pontos de videomonitoramento nas unidades do Varjão, Paranoá, Itapoã, Sobradinho II, Planaltina, São Sebastião e Arniqueira, com previsão de ativação em breve. Além disso, já foram emitidas ordens para a instalação de câmeras em sete outras localidades: Brazlândia, Estrutural, Gama, Samambaia-Expansão, Santa Maria e Sol Nascente.
Em 2025, os restaurantes comunitários registraram a marca de mais de 17 milhões de refeições servidas entre café da manhã, almoço e jantar, um aumento expressivo diante das 6 milhões ofertadas em 2019. Esse avanço foi possível graças às ações implementadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que ampliaram e qualificaram o programa de alimentação. Como resultado desse trabalho, o Distrito Federal já alcançou por dois anos consecutivos o topo do ranking nacional do Selo Betinho pelas ações de combate à fome.
Além das medidas de segurança, outra iniciativa importante foi a implantação do sistema de cadastramento dos usuários a partir de 2025. Esse mecanismo tem como propósito conhecer melhor o perfil dos frequentadores e aprimorar os serviços oferecidos. Até agora, 20.455 cidadãos já foram registrados nas unidades do Varjão, Paranoá, Itapoã, Santa Maria e Sobradinho, representando uma média mensal de 1.278 cadastros.
De acordo com Karen Moreno, diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, o processo de identificação dos usuários segue normas comuns a outros serviços públicos como escolas e unidades de saúde. Essa medida contribui tanto para organização quanto para segurança nos restaurantes.
Com preços acessíveis — R$ 0,50 pelo café da manhã e jantar, e R$ 1 pelo almoço — os restaurantes comunitários atendem prioritariamente trabalhadores de baixa renda que vivem ou circulam nas áreas urbanas centrais. O objetivo central é oferecer alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada, adaptada aos hábitos alimentares e culturais da população atendida. A gestão diária das unidades é executada por empresas especializadas contratadas para manter uma estrutura física adequada e garantir a qualidade das refeições.
Da redação do Portal de Notícias
