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Rafael Prudente enfrenta isolamento político após o MDB-DF oficializar acordo com Celina Leão.

Após semanas de forte turbulência e intervenção nacional, cúpula emedebista recalcula rota e sinaliza manutenção de aliança governista, esva...



Após semanas de forte turbulência e intervenção nacional, cúpula emedebista recalcula rota e sinaliza manutenção de aliança governista, esvaziando o projeto de candidatura própria ao Buriti.

O cenário político do Distrito Federal sofreu uma guinada decisiva nas últimas horas. Após semanas de intensa crise interna e uma ruidosa intervenção promovida pelo diretório nacional do partido, o MDB-DF selou um acordo de pacificação com a governadora Celina Leão (PP). A decisão, que costura a permanência da sigla na base governista para as eleições, tem um efeito colateral imediato e contundente: o isolamento político do deputado federal Rafael Prudente, que vinha encabeçando uma ala dissidente em busca de uma candidatura própria ao Palácio do Buriti.

A movimentação representa um forte recuo no tom beligerante adotado recentemente pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e pelo próprio Prudente. O acordo reestabelece os trilhos da chapa majoritária desenhada originalmente, garantindo o apoio emedebista à reeleição de Celina Leão, enquanto Ibaneis Rocha consolida-se como o nome principal da aliança para a disputa ao Senado Federal.

O recuo e a costura da Executiva Nacional

A crise, que havia escalado após declarações públicas de "decepção" por parte de Ibaneis em relação a Celina, havia paralisado as decisões do diretório regional. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, chegou a intervir diretamente na seção do DF para resguardar a autonomia partidária e frear os movimentos que ameaçavam implodir a base aliada que governa a capital federal há mais de sete anos.

Nos bastidores, interlocutores apontam que a criação da comissão nacional para deliberar sobre o futuro do DF funcionou como um freio de arrumação. O partido entendeu que abrir mão da máquina pública e arriscar uma candidatura isolada com Rafael Prudente poderia fragmentar a direita local e dar palanque à oposição.

"É uma atitude de resguardo da nossa autonomia, da nossa independência, e uma demonstração de que o partido está unido e forte", ponderou uma importante liderança emedebista ligada ao presidente regional da sigla, deputado distrital Wellington Luiz, que sempre atuou como ponte de diálogo com o Palácio do Buriti.

Prudente isolado: O preço do racha

Com a aliança com Celina Leão praticamente pacificada sob as bênçãos da Executiva Nacional, o plano de Rafael Prudente de se lançar como o "Plano B" ao governo do Distrito Federal desmoronou. Prudente, que vinha colhendo apoios de prefeitos do Entorno e de uma ala mais radical do partido no DF, agora se vê forçado a recuar e focar estritamente na sua campanha de reeleição à Câmara dos Deputados.

Publicamente, aliados do deputado tentam minimizar o revés, adotando o discurso de que o partido apenas preza pelo debate interno. No entanto, fontes ligadas à cúpula governista afirmam que o movimento de Prudente azedou o relacionamento com o Buriti e que o parlamentar perdeu espaço precioso nas principais mesas de negociação de cargos e chapas proporcionais.

Próximos Passos: O desenho para o Senado

A paz selada com Celina Leão, contudo, ainda exige ajustes finos na composição da chapa de 2026. O MDB quer garantias absolutas de que Ibaneis Rocha será o nome consensual e prioritário para uma das duas vagas ao Senado Federal.

O principal ponto de atenção da aliança agora se volta para a acomodação do PL. Recentemente, Celina Leão sinalizou forte inclinação para apoiar candidaturas femininas à bancada federal, citando nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. A engenharia política liderada pelo MDB e pelo PP nos próximos dias terá a missão de acomodar os interesses de Ibaneis e do PL na mesma foto, consolidando um superbloco governista e deixando pouca margem de manobra para dissidências internas.

Da Redação do Portal de Notícias da Tribuna FM Brasília

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