25 pesquisadores realizam a sistematização de dados epidemiológicos e contribuem para a formulação de políticas públicas voltadas ao Transto...
25 pesquisadores realizam a sistematização de dados epidemiológicos e contribuem para a formulação de políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) | Foto: Divulgação Fepecs
Localizado na Estação 108 Sul do Metrô-DF, o Cetea possui papel fundamental no desenvolvimento de pesquisas científicas e clínicas.
“Hoje é o dia mais importante do ano para a Fepecs. Precisamos estudar melhor o autismo, produzir evidências científicas e pensar além da medicalização”
Vanessa Dalva Guimarães, diretora-executiva do Cetea
À frente da ESP/DF, o diretor Demétrio Gonçalves destacou que “participar deste momento é uma grande honra como gestor, pois se trata de uma emoção contagiante”. Segundo ele, “hoje não estamos inaugurando apenas um espaço físico, estamos consolidando um compromisso institucional com o conhecimento e a formação de profissionais, com a pesquisa e, sobretudo, com as pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias”. O diretor agradeceu o empenho da equipe do Cetea e todo trabalho desenvolvido até agora.
“Quero saudar todas as pessoas autistas presentes e dizer que vocês são o motivo do nosso trabalho”, disse emocionada a coordenadora do Cetea, Valdelice França. Psicóloga da Secretaria de Saúde (SES) e atuando há mais de 15 anos com crianças autistas, ela fez um breve histórico de como surgiu o Cetea e descreveu a iniciativa como “uma proposta de trabalho que une pesquisa e assistência para transformar o estudo em inclusão”. Valdelice ressaltou também que o espaço representa uma “demanda de dedicação, pesquisa de ponta e, acima de tudo, sensibilidade”.
Representando o secretário de Saúde, a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES, Mabele Roque, elogiou a ornamentação do evento e “o cuidado nos mínimos detalhes” e ressaltou que a criação do Cetea “simboliza a capacitação dos nossos profissionais para o manejo adequado do TEA e a possibilidade de novas evidências para fazer saúde pública”.
Relatos Emocionantes
Presente à mesa solene, Cibele Lopes se emocionou ao relatar a própria história. “Sou mãe de três filhos autistas e tudo mudou após a chegada deles”, disse com a voz embargada. Ela contou as dificuldades que enfrenta ao “precisar ser forte o tempo inteiro” e destacou que “quando falamos de autismo, não estamos falando apenas de diagnóstico, mas de mudança e reformulação da família”. Para ela, a criação de um espaço como o Cetea significa “conhecimento, ciência, pesquisa séria. E isso importa muito para nós, famílias atípicas, pois, no autismo, o tempo, a capacitação profissional e as pesquisas importam”.
“Conhecimento, ciência, pesquisa séria. E isso importa muito para nós, famílias atípicas, pois, no autismo, o tempo, a capacitação profissional e as pesquisas importam”.
Cibele Lopes, mãe de três filhos autistas
“O propósito principal do Cetea é tornar tudo mais claro, e que a inclusão não seja necessária, porque não terá nada de fora para ser incluído”, disse Fernando Pucci, que é autista, professor e faz parte da equipe do Cetea. Com conhecimento de causa, Fernando ressaltou que “pela força de vontade de todos aqui, surgirão coisas maravilhosas para todos nós”.
Finalizando o evento, Marco Antônio Toccolini, representante da senadora Damares Alves, se descreveu como “avô atípico” ao receber, recentemente, o diagnóstico de autismo do neto. “Estou muito emocionado, porque agora é uma luta mais pessoal do que nunca, por inclusão, melhores condições, evidências científicas, avanço nas pesquisas e tecnológicos para os estudos sobre o TEA”. Especialista em educação especial desde 1994, ele diz que “Brasília é referência nesse tema e a criação do Cetea é um momento realmente histórico”.
Com informações da Fepecs
Da redação do Portal de Notícias


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