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As Ações do GDF de combate à dengue são ininterruptas no DF

Ana Cláudia já pegou dengue e tem atenção redobrada com os criadouros dos mosquitos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Na  Chácara Sant...


Ana Cláudia já pegou dengue e tem atenção redobrada com os criadouros dos mosquitos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Na Chácara Santa Luzia, na Estrutural, teve 2,5 mil imóveis vistoriados em combate a alta concentração do mosquito Aedes aegypti.

O Distrito Federal não descansa no combate à dengue. No sábado (28), 300 militares do Corpo de Bombeiros e 30 agentes da vigilância ambiental da Secretaria de Saúde percorreram a Chácara Santa Luzia, na Estrutural. No total, o grupo inspecionou 2.518 imóveis e 3.082 depósitos, sendo que foram eliminados 60 focos do mosquito e tratados 70 possíveis criadouros de larvas. O número de vistorias superou as expectativas dos agentes, que tinham como meta chegar, ao menos, a mil imóveis.

“Não deixo água parada, sempre lavo tudo com água sanitária, jogo terra nos vasinhos das plantas, o que puder fazer para evitar”

Ana Cláudia Garcia, dona de casa

O levantamento por amostragem no local apontava alta concentração de Aedes aegypti, o transmissor da dengue e de outras doenças, como zika e chikungunya. “Alguns dias antes de cada ação em uma determinada área, colocamos um recipiente simples por cinco dias para acompanhar se haverá depósito de ovos. Conforme a quantidade de posturas, sabemos que há várias fêmeas do mosquito. Há áreas com só três depósitos, outros com mais de 200, como foi o caso da Santa Luzia”, relata Herica Marques, chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental do Guará, que engloba a região administrativa, Estrutural/SIA, Arniqueiras, Águas Claras e Vicente Pires.

“É algo muito bom porque esse mosquito pode matar e ninguém quer ficar doente”

Guedson Medeiros, leiturista de medidos de energia

A dona de casa Ana Cláudia Garcia, 31 anos, já teve dengue e conta que tem muito medo dos filhos também adoecerem. Por isso, toma todos os cuidados. “Não deixo água parada, sempre lavo tudo com água sanitária, jogo terra nos vasinhos das plantas, o que puder fazer para evitar”. Porém, ela sabe que é necessário que os vizinhos também façam sua parte. A dona de casa avalia positivamente ações como a dos bombeiros e da vigilância ambiental para reduzir o número de criadouros.

Para o leiturista de medidor de energia Guedson Medeiros, 37 anos, essa ação é uma forma de ajudar os moradores. “É algo muito bom porque esse mosquito pode matar e ninguém quer ficar doente”. Assim também concorda a dona de casa Carmem Lúcia Alves, 41 anos, que assegura também cuidar do seu quintal. “Aqui, o mosquito não se cria”. Herica Marques reforça que o trabalho nas residências é fundamental, já que 90% dos depósitos com larvas estão nos domicílios.

A ação de vistoria das residências é de cunho educativo, faz parte da “Operação Sanear – Dengue”, dos bombeiros com a Secretaria de Saúde para preservação da vida. Foram empregadas 16 viaturas dos bombeiros para a operação de sábado.

Ações integradas

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde vistoriou mais de 1,5 milhão de imóveis em todas as regiões administrativas do DF. Órgãos como Corpo de Bombeiros (CBMDF), Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Segurança Pública, Defesa Civil, Departamento de Trânsito (Detran), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Novacap, entre outros, auxiliam a pasta nas ações de combate.

A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) conta com 15 núcleos de vigilância ambiental espalhados pelas regiões administrativas. Cada núcleo possui equipes que realizam trabalho de campo, visitando casas, prédios, terrenos e orientando a população.

Da redação com informações da Secretaria de Saúde do DF

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