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Profissionais do Hospital Regional de Santa Maria promovem discussões em âmbito nacional sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

  Estudo analisa aspectos éticos e sanitários do uso da DoxiPEP em meio ao aumento dos casos de sífilis no Brasil Por Talita Motta Um trabal...


 Estudo analisa aspectos éticos e sanitários do uso da DoxiPEP em meio ao aumento dos casos de sífilis no Brasil

Por Talita Motta
Um trabalho científico desenvolvido por profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), vem ganhando destaque nacional ao contribuir para o debate sobre novas estratégias de prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), em um cenário de crescimento expressivo dos casos de sífilis no Brasil.
Intitulado “DoxiPEP em debate: ética, estigma e o direito à prevenção em tempos de epidemia de sífilis”, o estudo propõe uma reflexão sobre o uso da profilaxia pós-exposição com doxiciclina (DoxiPEP), analisando a estratégia sob as perspectivas da ética médica e da saúde pública. O trabalho foi reconhecido entre os cinco melhores apresentados no VI Congresso de Ética Médica do Distrito Federal e no IV Congresso de Ética Médica dos Estudantes de Medicina do DF, eventos promovidos pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), reforçando sua relevância científica e social.
Entre os autores está o infectologista do HRSM Marcos Davi Gomes de Sousa, que também integra o Comitê Técnico Assessor em Infecções Sexualmente Transmissíveis (CTA-IST) do Ministério da Saúde e a diretoria da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SI-DF). O estudo contou ainda com a participação de Gabriel Oliveira Costa Mesquita, médico clínico do HRSM e residente de Infectologia da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
De acordo com Marcos Davi, o objetivo do trabalho foi ampliar o debate sobre a DoxiPEP como estratégia adicional de prevenção das ISTs, especialmente sífilis e clamídia, levando em consideração aspectos que vão além da eficácia clínica. “A discussão envolve questões como estigma, autonomia das pessoas, acesso equitativo às estratégias de prevenção e o papel do sistema de saúde frente a novas evidências científicas”, explica o infectologista.
Atualmente, o HRSM dispõe de um ambulatório de infectologia que oferece acompanhamento especializado a pessoas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), além de atendimento em profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), integrando diferentes frentes de prevenção no âmbito do Sistema Único de Saúde do Distrito Federal (SUS-DF).
DoxiPEP em pauta: consulta pública amplia debate nacional
O tema ganha ainda mais relevância diante da consulta pública aberta pelo Ministério da Saúde para avaliar a incorporação da DoxiPEP como estratégia de prevenção no SUS. A proposta analisa o uso da doxiciclina após a exposição sexual como forma de reduzir a transmissão de sífilis e clamídia, ampliando as ações de prevenção combinada no país.
A abertura da consulta pública reforça a importância de estudos que discutem não apenas os potenciais benefícios clínicos da estratégia, mas também seus impactos éticos, sociais e sanitários, eixo central do trabalho desenvolvido pelos profissionais do HRSM. As contribuições podem ser enviadas até a próxima segunda-feira, dia 19, por meio do site do Ministério da Saúde.
“O reconhecimento do estudo reafirma o compromisso do HRSM e do IgesDF com a produção científica, o fortalecimento das políticas públicas de saúde e a qualificação contínua da assistência prestada à população do Distrito Federal”, conclui Marcos Davi.
Assessoria de Comunicação

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