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Governo do Distrito Federal autorizou o início de uma nova fase das obras no Teatro Nacional, contemplando a reforma da Sala Villa-Lobos.

Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal, r e ssalt ou que o Teatro Nacional Claudio Santoro é um elem e nto essencial da memória ...


Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal, ressaltou que o Teatro Nacional Claudio Santoro é um elemento essencial da memória local e, com as reformas em andamento, também se tornará um marco relevante para o futuro.

Fechado por mais de uma década, o espaço cultural foi parcialmente reaberto e agora avança para uma nova etapa de revitalização. Na última quinta-feira (19), o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço referente à segunda fase das obras. Esta etapa contempla a restauração da sala principal, Villa-Lobos, além do foyer, do Espaço Cultural Dercy Gonçalves e da Sala Alberto Nepomuceno. O investimento total previsto é de R$ 268,3 milhões.

Ao comentar a complexidade das obras, o governador sublinhou a necessidade de atenção cnica especializada e a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dado o status do Teatro Nacional como patrimônio tombado. Ele salientou que o objetivo das reformas é devolver à capital federal um equipamento cultural funcional e à altura de abrigar grandes eventos artísticos locais e nacionais.

Para Celina Leão, o Teatro Nacional é um símbolo cultural inestimável para o Distrito Federal. Ela apontou que a reabertura gradual já está cumprindo o papel essencial do espaço e enfatizou que o teatro não só preservará memórias importantes como também se um legado para as gerações futuras.

As obras estão sob a responsabilidade do Consórcio Porto Belo Brasil, com supervisão da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Segundo Fernando Leite, presidente da Novacap, além das restaurações previstas, serão realizadas atualizações visando modernização. Entre as intervenções estão melhorias em acessibilidade, sistemas de combate a incêndios e condições acústicas e cenográficas. Leite afirmou que o projeto trará uma transformação significativa ao espaço cultural, originalmente projetado antes de 1960.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, destacou os impactos positivos esperados com a reativação da Sala Villa-Lobos. Ele lembrou o sucesso alcançado com os 150 espetáculos realizados no primeiro ano após a reinauguração da Sala Martins Pena, evidenciando o grande interesse da população. Segundo ele, a reabertura da Villa-Lobos — a maior sala do teatro permitirá performances com pades de excelência comparáveis aos das melhores casas culturais do Brasil e do mundo.

A restauração do Teatro Nacional começou a ganhar forma em dezembro de 2024, quando a Sala Martins Pena e seu foyer foram entregues ao público após anos de espera. Antes mesmo de ser interditado em 2014, o espaço já apresentava sinais visíveis de deterioração. O Governo do Distrito Federal assumiu a responsabilidade pelo projeto de revitalização oito anos após o fechamento integral do complexo cultural.

As intervenções seguiram um cronograma elaborado em conjunto pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que administra o teatro, e pela Novacap, encarregada da execução e fiscalização das obras aprovadas. Durante a primeira etapa, que contou com investimentos de R$ 70 milhões, foram realizadas diversas melhorias elementares, como novas saídas de emergência, atualizações nas redes elétrica e hidráulica, construção de um reservatório contra incêndios e substituição de materiais inflamáveis. Esse esforço resultou na entrega totalmente restaurada da Sala Martins Pena, um reflexo do potencial renovado desse significativo patrimônio cultural.

Da Redação do Portal de Notícias da Tribuna FM Brasília

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