Felipe Lemos Cabral, docente do CED Lago Sul, foi selecionado entre mais de 100 candidatos para o programa internacional Por Ícaro Henrique,...
Felipe Lemos Cabral, docente do CED Lago Sul, foi selecionado entre mais de 100 candidatos para o programa internacional
Por Ícaro Henrique, Ascom/SEEDF
Professor Felipe Lemos Cabral representa o DF em programa internacional no CERN, na Suíça, um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo | Foto: Arquivo pessoal
Levar o nome da educação pública do Distrito Federal a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo é motivo de orgulho para o professor Felipe Lemos Cabral, do Centro Educacional (CED) do Lago Sul. Escolhido entre mais de 100 candidatos de todo o país, o docente de física participa, na Suíça, de um programa internacional no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), instituição que abriga o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC).
Do DF para a fronteira da ciência: professor da rede pública é selecionado para programa no CERN, na Suíça, e vivencia de perto pesquisas com o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo.
A programação ocorre entre os dias 17 e 27 de abril de 2026, com sete dias de atividades presenciais. Nesse período, os participantes visitam instalações científicas, acompanham palestras, oficinas práticas e atividades culturais. O professor conheceu de perto o LHC e dois dos principais experimentos em funcionamento no local: o LHCb e o CMS, equipamentos que contribuíram para a descoberta do bóson de Higgs, em 2012, um dos marcos da física moderna.
Detector de partículas do CERN, na fronteira entre Suíça e França, integra o Grande Colisor de Hádrons (LHC), maior acelerador de partículas do mundo e referência em pesquisas científicas | Foto: Divulgação CERN.
Para explicar de forma simples o que acontece em um acelerador de partículas, o professor resume que o objetivo é estudar a matéria que forma o universo. “O acelerador de partículas busca entender do que tudo é feito e como funciona. Ele estuda estruturas menores que um átomo, usando altas energias e colisões entre partículas”, explicou.
Educação inovadora
A estudante Sara Cerri, de 18 anos, do 3º ano do ensino médio do CED Lago Sul, falou sobre a importância do incentivo oferecido pelo professor Felipe e destacou a sua paixão pela física, área que pretende seguir no futuro.
“Sou apaixonada pela disciplina e pretendo estudar essa área no futuro. Gosto de entender o que está acontecendo ao meu redor, como as coisas funcionam e os movimentos do mundo. Também quero agradecer ao professor Felipe, que sempre me incentiva, me ajuda muito e está ao meu lado sempre que preciso.”
A aluna Giovanna Rosa, de 17 anos, acredita que a experiência internacional vivida pelo professor Felipe Lemos trará benefícios para toda a escola. Para ela, o contato com novas culturas, ideias e formas de ensino amplia a visão de mundo e fortalece a educação pública. Giovanna também falou a partir da própria vivência, já que participou do programa Pontes para o Mundo em 2025, no Reino Unido.
“Essa experiência do professor Felipe vai agregar muito para a escola e para os estudantes, porque ele vai voltar com novos conhecimentos e novas formas de ensinar. Quando a gente tem contato com outras culturas e outras realidades, aprende coisas que talvez nunca conheceria aqui. Eu vivi isso no Reino Unido e sei o quanto essa troca amplia a nossa visão de mundo e inspira novas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais.”
Estudantes do CED do Lago Sul, ao lado do diretor Vitor Rios, celebram a participação do professor Felipe Lemos Cabral em programa internacional de Física na Suíça. Na foto, as alunasGiovanna Rosa, Sara Cerri, Ana Ellise, Viviane Oliveira e Sofia Costa | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.
Para o diretor do Centro Educacional (CED) do Lago Sul, Vitor Rios, a participação de Felipe Lemos Cabral no programa internacional reforça o compromisso da escola com uma educação inovadora e conectada com o mundo. Segundo ele, o professor atua na unidade desde 2024, tendo uma boa relação com os estudantes e abertura para novas práticas pedagógicas.
“Felipe chegou à escola em 2024 e rapidamente se destacou pelo trabalho com os alunos e pela disposição em buscar novas possibilidades de ensino. Temos certeza de que essa vivência internacional, com contato com professores de vários países e com a Física de ponta, vai enriquecer ainda mais as suas aulas. Aqui, valorizamos metodologias ativas, projetos e o protagonismo estudantil, em que o aluno também pesquisa e constrói conhecimento com a orientação do professor.”
Felipe foi um dos selecionados para representar o DF no Programa Brasileiro de Professores no CERN, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sociedade Brasileira de Física (SBF). Além da bolsa concedida pela CAPES, ele também recebeu licença da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) para participar da viagem.
Ao retornar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o conhecimento com estudantes e colegas da rede pública. “Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa científica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo”, disse.